lugares e sensações

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Panathinaikon-Stadion, Atenas

Não há muito para ver mas, das duas vezes que estive em Atenas passei por aqui. Este é um lugar simbólico. A sua construção remonta à antiga Grécia - era o local onde se realizavam os jogos em honra da deusa Atenas.
O que vemos hoje é uma construção recente em mármore branco onde se realizaram os primeiros Jogos Olímpicos modernos. Como se tudo isto não bastasse foi também aqui que a nossa querida Rosa Mota ganhou a sua primeira maratona.
Um lugar simbólico...até para nós.

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sábado, janeiro 02, 2010

O lugar da democracia,
A Ágora Ateniense


A Ágora ateniense era a praça pública por excelência, o lugar onde emergiu a democracia.
Tudo lá se vendia e comprava, tudo se discutia, divino e profano.
Era aí que se discutiam os factos, a religião, a cultura, a politica, etc.
Hoje pouco resta desse lugar que tanto nos legou.
Gigante da fachada do Odeon de Agripa
Hefestion

A luz e a sombra no templo de HefestoFrescos de ocupação cristã do espaço da Ágora
Museu da Ágora
Atenas à noite

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quarta-feira, novembro 18, 2009

O enigma da esfinge, Édipo e Jocasta

Atenas, museus


A esfinge é uma figura mitológica que nos leva à base das pirâmides do Egipto porém, também os gregos a adoptaram como símbolo de sabedoria. É uma esfinge que tenta impedir Édipo de entrar em Tebas e cumprir a profecia de Delfos.
A pitonisa tinha avisado Laio, rei de Tebas, que o filho dele e de Jocasta mataria o pai e casaria com a mãe. Assim, quando o menino nasceu foi abandonado na montanha para que a morte resolve-se o drama da profecia. Porém, o menino foi adoptado pelo rei de Corinto, e, como não podia deixar de ser, voltou a Delfos. Pelo caminho matou um homem, obviamente era o pai, Laio. Cumprindo o seu destino Édipo dirigiu-se então para Tebas. Pelo caminho encontrou o monstro que aterrorizava a cidade com as suas questões, uma esfinge. Naquele encontro com o destino foi-lhe perguntado “qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite?". Édipo sabia a resposta e a esfinge cumpriu com a palavra. O conhecimento permitiu-lhe a passagem e a entrada em Tebas. Como prémio pode casar-se com a rainha, nem mais nem menos, Jocasta, a sua mãe.
Anos mais tarde, ao consultar o oráculo, a pitonisa de Delfos revela-lhes a tragédia, eles são mãe e filho. O parricídio é confirmado por testemunha, Édipo cega-se a si próprio e Jocasta suicida-se.
Da terrível história colheu a psicologia o complexo de Édipo e de Jocasta.



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terça-feira, outubro 27, 2009

Atenas,
nove da manhã do primeiro dia

Há várias formas de passear em Atenas. O metro é possivelmente a mais rápida porque à superfície táxis e transportes públicos arrastam-se em filas intermináveis, porém a mais interessante é a caminhada. A temperatura da manhã augura um dia quente. Para começar fomos à Acrópole, o centro da Atenas de Péricles.
Mesmo de manhã a caminhada até ao cimo do rochedo é cansativa e é bom não esquecer uma garrafa de água.
O número de turistas japoneses é um bom índice de popularidade do lugar e aqui são muitos.
O estaleiro de obras intermináveis não obscurece a grandeza do passado deste lugar mas francamente era dispensável.
O homem habitou este lugar muito antes de Péricles mas, a sua época foi a época de ouro da civilização grega.
Nessa altura, a democracia como hoje a conhecemos não existia para todos, apenas para os cidadãos e, não havia cidadãs. Havia também os escravos e estrangeiros que não eram cidadãos. Contudo, foi o inicio da democracia tal como a conhecemos.
Este é de facto um lugar especial, aqui não se tem a sensação de estar num lugar místico como Jerusalém, mas é como voltar às raízes da nossa forma de estar, pensar e ser.


Parténon, construído no século V AC sob orientação de Fidias
Pormenor da entrada, Propileu da Acrópole

Parténon, Templo de Atenas, igreja, mesquita e por fim paiol com trágico fim

Não bastava a explosão do paiol também foi sujeito à bondade de Elgin que amavelmente levou os mármores para o Museu Britânico

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sábado, outubro 24, 2009

Na fronteira mediterrânica da Europa

Depois de ir conhecer o norte da Europa, no seu ponto mais setentrional, resolvemos voltar ao sul e continuar o caminhar interrompido na Baía de Kotor. A ideia era conhecer Montenegro e depois continuar para sul pela costa e interior da Albânia até à Grécia terminando em Atenas.
Porém, há sempre um porém, as informações de segurança na Albânia eram do género:
“-Só não é assaltado se conhecer algum gang!...”
Com um Continente que se estende desde o Cabo da Roca até aos Urais e Cáucaso haveria com certeza áreas mais seguras para conhecer.
Começamos pelo fim. Atenas.
Chegamos à meia- noite no fim de Julho. Apanhamos um táxi cujo motorista só abriu a boca para dizer fifty euros após quase 40km de viajem e nem boa noite nos desejou na despedida. Mau começo? Há cerca de 20 anos atrás estive aqui e não gostei dos atenienses. Aos preços expostos eram adicionados impostos (em grego), e após um mini cruzeiro o regresso, de autocarro, ao hotel terminou num local que nem no mapa da cidade constava, …valeu-nos o monte Likabetus como orientação na caminhada nesta cidade confusa e quente.
Um hotel em Atenas além das condições de higiene básicas deve ter ar condicionado e isolamento de ruído. O nosso respeitava estas condições e ainda permitia uma vista sobre as duas colinas de Atenas.

Acrópole à noite
Vista de Atenas a partir da Acrópole

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