lugares e sensações

domingo, junho 26, 2011

Ruse e o Danúbio

O Danúbio é o segundo mais longo rio da Europa, e o seu nome trás-me à memória a valsa, Viena, Budapeste e o delta romeno que nunca vi.

Na Bulgária o Danúbio estabelece a fronteira norte com a Roménia. A paisagem à medida que nos aproximamos torna-se ondulante com os seus campos de girassóis que fazem lembrar a pintura de Van Gogh. O rio é apenas a fronteira, o transporte, mas nada de sublime. A cidade de Ruse, chamada de Viena da Bulgária, é apenas uma pequena mas agradável cidade onde se misturam harmoniosos prédios do século XIX e XX com mostrengos da era soviética.

Um bom lugar para se tomar um café, desentorpecer as pernas e partir.

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sexta-feira, junho 24, 2011

Ivanovo, Rusenski Lom Tour, Bulgária

Igrejas ruprestes de Ivanovo, Património da Humanidade.

As igrejas de Ivanovo, alguns quilómetros a sul de Ruse (Pyce), distribuem-se ao longo do vale do rio Rusenski Lom, um vale em desfiladeiro que corta o planalto do norte da Bulgária. Foram construídas entre século XIII a XVII e têm frescos medievais representativos da arte Búlgara da época.

Encontram-se nos locais mais inusitados da parede do desfiladeiro e nem sempre é fácil lá chegar. Umas são simples buracos com mais ou menos frescos na rocha, outras são um património valioso cuja forma pequena e simples do exterior esconde o valor do que encontramos lá dentro.

O passeio ao longo do rio valeria a pena mesmos sem as igrejas.




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domingo, junho 12, 2011


Gruta de Magura
Bulgária
A história começa sempre por era uma vez há muito, muito tempo e aqui foi há realmente muito tempo. Fica perto dos rochedos de Belogradchik e foi a causa do atraso para o almoço..
A gruta ficava convenientemente localizada no caminho da migração do homem no epipaleolítico até ao ocidente.
Um dos braços da gruta tem pinturas rupestres onde se destacam as figuras de bailarinos- eram divertidos estes antepassados dos búlgaros, ou mesmo nossos, quem sabe...se num dia de Inverno antes de migrarem até cá não pintaram a parede já que não tinham mantas,...
Infelizmente ou felizmente não se pode, ou nós não podemos, ver as gravuras, mas não deixou de ser sui generis a nossa visita.
Se em Perama só falavam grego aqui havia apenas um guia para estrangeiros, tinha sido emigrante e mal arranhava inglês. Os nossos acompanhantes eram chineses e só um percebia inglês e traduzia para os outros,...Cada vez que lhe traduziam uma frase marcavam a estupefação com um ah! oh! tipo americano. Foi uma visita dupla, a uma gruta importante no desenvolvimento humano e ao conhecimento aprofundado de uma molhada de chineses delirantes.

Entrada da Gruta de Magura, que geologicamente já foi leito de rio.

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sexta-feira, junho 10, 2011

Belogradchik, Bulgária

À procura de comida

Era ainda cedo para almoçar e resolvemos viajar para Sul. Talvez comer num restaurante qualquer pelo caminho. Porém não encontramos nada e a povoação mais próxima foi Montana.

Montana, na Bulgária, vem descrita como tipicamente soviética com os seus prédios cinzentos, quadrados e a sua praça central. Eram cerca das 15 horas quando chegamos. A periferia era tal e qual como descrita, cinzenta, dura e feia.

A avenida central entretanto terá mudado desde os tempos do Muro. Múltiplas explanadas com cafés convidativos e confortáveis. Então e restaurantes? E pessoas a falar inglês? Talvez adolescentes, nem mais. Uma adolescente indicou- nos o caminho do único restaurante da zona. Nós não somos esquisitos, só temos fome!
O pequeno restaurante nas traseiras da rua tinha apenas uma senhora a apanhar sol. Perguntamos se falava inglês, nem por isso. Comida servem?
Foi saber e trouxe- nos uma resposta positiva.
Perguntou então o que queríamos: 4 sopas e 3 grill. Fez um ar espantado que não entendemos. Trouxe sopas óptimas, as sopas búlgaras são boas, pão quentinho e ficamos à espera das espetadas grelhadas....45 minutos,....a senhora olhava para nós e nós para ela. Cada um a perguntar-se o que pensaria o outro. Por fim a senhora trás a conta 4 sopas e 3 grill. Agora percebemos a admiração os grill eram as fatias de pão. Desistimos 16 horas não são horas de almoçar.

Pagamos e fomos a um café da avenida pedir 4 gelados que reduziram para 2 quando percebemos que eram daquelas caixas de levar para casa para a família inteira. Os miúdos adoram o almoço e não é difícil saber porquê.

De Montana não tenho fotografias apenas a lembrança da fome ao chegar, das sopas com pão quente, e, do gelado de caixa de levar para casa e da simpatia de quem não nos percebe mas mesmo assim tenta ajudar.

Logo talvez volte a ver o segundo maior rio da Europa, o Danúbio, estou ansiosa.

Rochedos de Belogradchik- 300 milhões de anos de idade
Bulgária

Mais uma vez entramos numa festa,ou quase...

O único hotel da povoação é talvez o salão de festas do local. Chegamos já de noite e o único sitio para jantar era o próprio hotel.

O salão estava cheio de búlgaros bem contentes, naturais ou ajudados por algo graduado. O barulho era tal que nem nos ouvíamos a nós próprios. Afinal onde está o povo reservado de educação comunista? Mais pareciam espanhóis bem bebidos,...

No pequeno almoço a única búlgara que falava inglês descobriu que também falamos inglês e não se calou mais,...

Mas nem tudo corre sempre bem. O bilhete de identidade ficou na recepção do hotel e só demos conta 200km mais tarde.

Voltou ao Porto 4 meses depois e depois de termos enviado a morada escrita num papel para colar num envelope. Primeiro acharam muito caro o envio, após ligar-mos a protestar por não nos terem devolvido na altura devida, enviam-no então em carta escrita em cirílico-o nosso carteiro nunca deu cirílico e devolveu-o,..enfim 4 meses,...

Os rochedos são de facto interessantes pelas formas, mas não apanhamos melhor luz. Estava nublado. Há trajectos entre os rochedos e pode-se subir a alguns, não tem a grandiosidade dos parques americanos, mas também não tem o seu calor desértico.


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quarta-feira, junho 08, 2011

Sofia, Bulgária



Catedral de Nevsky
Igreja ortodoxa russa
Gargantas do Iskar, a caminho dos rochedos de Belogradchik
Mosteiros, por vezes abandonados na fronteira com a Serbia gargantas do Iskar

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terça-feira, junho 07, 2011

Sofia, София, capital da Bulgária


O nome em cirilico parece estranho, mas ao fim de algumas placas e recordações da química e física e do alfabeto grego a leitura sai naturalmente. Quanto à cidade, nada tem a ver com Praga ou Budapeste, no entanto é simpática e despretenciosa. Do velho regime resta o edifício do partido comunista, feio, enorme, inestético, duro e quadrado.

Outro ponto a visitar ė a catedral de Nevsky, enorme, em estilo bizantino, construída em honra dos soldados russos mortos na libertação da Bulgária do Imperio otomano. Por dentro nada a referir.

Uma igreja russa, ortodoxa, e uma bem velhinha, o mais velho edifício de Sofia, a igreja de São Jorge são duas igrejas a visitar.

Da comida, num restaurante agradável, a metade do preço da Grécia tenho apenas a ideia de que gostei mas não me lembro o que comi.

Sofia, 7000 anos, um fim de semana.

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domingo, junho 05, 2011

Mosteiro de S. João de Rila, Bulgária
A discreta entrada do Mosteiro
Pátios interiores
A torre mais velha do complexo

Há sempre uma fonte em cada mosteiro
Gruta de S.João de Rila
A montanha à volta do Mosteiro O buraco da Gruta de S. João de Rila aqui só cabem os puros de coração,....

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