lugares e sensações

sábado, janeiro 02, 2010

O lugar da democracia,
A Ágora Ateniense


A Ágora ateniense era a praça pública por excelência, o lugar onde emergiu a democracia.
Tudo lá se vendia e comprava, tudo se discutia, divino e profano.
Era aí que se discutiam os factos, a religião, a cultura, a politica, etc.
Hoje pouco resta desse lugar que tanto nos legou.
Gigante da fachada do Odeon de Agripa
Hefestion

A luz e a sombra no templo de HefestoFrescos de ocupação cristã do espaço da Ágora
Museu da Ágora
Atenas à noite

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terça-feira, outubro 27, 2009

Atenas,
nove da manhã do primeiro dia

Há várias formas de passear em Atenas. O metro é possivelmente a mais rápida porque à superfície táxis e transportes públicos arrastam-se em filas intermináveis, porém a mais interessante é a caminhada. A temperatura da manhã augura um dia quente. Para começar fomos à Acrópole, o centro da Atenas de Péricles.
Mesmo de manhã a caminhada até ao cimo do rochedo é cansativa e é bom não esquecer uma garrafa de água.
O número de turistas japoneses é um bom índice de popularidade do lugar e aqui são muitos.
O estaleiro de obras intermináveis não obscurece a grandeza do passado deste lugar mas francamente era dispensável.
O homem habitou este lugar muito antes de Péricles mas, a sua época foi a época de ouro da civilização grega.
Nessa altura, a democracia como hoje a conhecemos não existia para todos, apenas para os cidadãos e, não havia cidadãs. Havia também os escravos e estrangeiros que não eram cidadãos. Contudo, foi o inicio da democracia tal como a conhecemos.
Este é de facto um lugar especial, aqui não se tem a sensação de estar num lugar místico como Jerusalém, mas é como voltar às raízes da nossa forma de estar, pensar e ser.


Parténon, construído no século V AC sob orientação de Fidias
Pormenor da entrada, Propileu da Acrópole

Parténon, Templo de Atenas, igreja, mesquita e por fim paiol com trágico fim

Não bastava a explosão do paiol também foi sujeito à bondade de Elgin que amavelmente levou os mármores para o Museu Britânico

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terça-feira, abril 24, 2007

Ainda bem que houve Abril!

A liberdade de pensar é sentida como tão natural que nem nos questionamos de como seria a sua ausência.

Os regimes ditatoriais, de esquerda ou de direita, são iguais na sua afronta aos direitos mais básicos do ser humano, pensar e escolher, mesmo que a escolha possa vir a revelar-se não ser a mais correcta. É o caminho com erros que nos leva aos lugares certos e as nações a evoluir.

A liberdade e o direito de escolha, personalizados na democracia (o menos mau dos regimes) são um privilégio e apesar dos erros cometidos o maior deles seria não ter feito nada. Ainda bem que houve Abril!

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segunda-feira, fevereiro 12, 2007

A democracia uma herança a preservar...

Apoiar uma causa pode ser tanto mais difícil quanto mais alto é o cargo que se desempenha. Por vezes o preço é a própria vida.

Imre Nagy demitiu-se do governo comunista em 1956, o que lhe veio a custar a vida, em sinal de apoio às reivindicações populares.
Hoje em sua memória uma estátua olha o símbolo da democracia e soberania do povo Húngaro, o Parlamento.

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