lugares e sensações

sábado, fevereiro 24, 2007

Caminho de Santiago Balugães-Ponte Lima
O Caminho de Santiago foi um motor impulsionador do desenvolvimento de Portugal nos seus primórdios. A língua que falamos e que o Rei D. Dinis oficializou como língua deste pedaço de terra desenvolveu-se e as cidades cresceram nasceram e cresceram ao longo do Caminho.


O Caminho também se faz conversando...

A etapa que se segue é ainda no Minho. A paisagem verde rodeia-nos. Os caminhos de terra batida entram nas aldeias, passam às portas das casas onde somos tratados com bons velhos vizinhos.

Ainda na frescura da manhã.

Esta etapa tem cerca de 18 km. Inicia-se em Balugães após um saboroso café, no mesmo onde vimos a Selecção no fim da última etapa.
Após verificar os mantimentos e água da etapa começa o caminho.

As mulheres das comunidades minhotas sempre tiveram um papel activo na sociedade que integravam. Quando os homens partiam para a guerra ou migravam eram elas que que mantinham a família e muitas foram o único sustento das suas casas. Hoje como passado participando do trabalho...







Caminhando...cada um ao seu ritmo.


















O Caminho percorre montes e campos.














Cruzeiros e capelas ladeiam o caminho. Alguns em mau estado.

Velha ponte medieval de um só arco a necessitar de um corte na vegetação.

Ao lado a capela da Sra. das Neves convida a uma pequena paragem para beber ...água.

O fim da etapa a vizinha-se, a ponte que deu nome ao lugar aparece ao longe.
A velha ponte cruza o rio que os romanos chefiados por Decio Brutos Junos temiam ser o mitológico rio Lethes, o rio do esquecimento.
A beleza do lugar era tal que só podia ser igualada pela mitologia. Assim recusavam-se a atravessar com medo de esquecerem todo o passado.

Não tão selvagem como Decio a viu, Ponte Lima é um lugar cheio de História, beleza natural e locais para se perder à mesa (será verdadeira a lenda do rio?). Papas de sarrabulho, rojões e outros petiscos que se perdoam a quem fez 18 km e ainda tem muito para andar...

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sábado, fevereiro 03, 2007

S. Pedro de Rates a Barcelos


Lado Português -Segunda etapa

De S. Pedro de Rates a Barcelos são 17 kilómetros por um Minho verde e quente apesar de ser primavera. Pelo caminho aproveitamos para petiscar no Restaurante Pedra Furada saindo rapidamente quando a simpática dona nos começou a falar da vitela com grelos… bem, era tempo de continuar antes de cair na tentação.



O caminho








Centro histórico de Barcelos visto de Barcelinhos



Entramos na cidade pela ponte românica.

Esta cidade está ligada ao caminho de Santiago por tradições muito antigas. O conhecido galo de Barcelos é prova disso.

Um peregrino de Santiago foi erradamente acusado de um crime. Quando foi levado perante a mesa de jantar do Juiz o peregrino afirma:
- É tão verdade ser inocente como o galo cantar quando eu subir à forca.


Matriz e Pelourinho



A lenda conta que o galo cantou e a vida do peregrino foi poupada.

Esta história está eternizada num cruzeiro do núcleo arqueológico.

Neste local podemos ainda observar outras peças, uma delas ainda com balas das invasões francesas.




Cruzeiro do centro arqueológico




O merecido descanso e piquenique foi no parque da cidade. Um jardim verde de árvores altas.






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