lugares e sensações

quinta-feira, junho 14, 2007

Krka National Park

Croácia


Localiza -se perto de SibeniK e embora menos conhecido que Plitevice vale a pena a visita.

Quem vem de Zadar tem que seguir para sul e para o interior. Ao longo do caminho a perfeição da reconstrução de Zadar foi-se esvaindo nas casas destruídas pela guerra dos Balcãs. A destruição era ainda impressionante com casas sobre as quais parecia ter passado um buldozer. Dentro das casas ainda se podiam ver móveis, electrodomésticos... e imaginar o dramas das famílias em fuga. Porém a vida continua. Ao lado das ruínas outras casas já se construiram.Os edíficios que resistiram tem marcas de balas nas paredes.
As novas construções rodoviárias e a má (ou ausência) da sinalização levaram-nos a uma estrada de terra. Na berma os avisos eram claros- Minas!
Claro que não saímos da estrada e fomos dar ao destino!

Para se visitar as cascatas do Parque Nacional de Krka deve apanhar-se um barco até à base das mesmas. Ao deixar o barco pode fazer-se um circuito a pé ou ficar a tomar banho na zona onde é permitido. A temperatura nesse dia rondava os 40ºC...
O circuito passa em múltiplas cascatas formadas por travertino e intercaladas por pequenos lagos verdes até ao rio calmo cá em baixo.
O lugar é menos frequentado que Plitevice na hora das excursões e a maioria dos turistas fica-se pelo banho cá em baixo.





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segunda-feira, março 05, 2007

Plitvice Jezera. Croatia
Foi às portas do parque que morreu o primeiro soldado croata na guerra dos Balcãs.
Nenhuma fotografia lhe faz justiça. O verde esmeralda da água e a vegetação luxuriante conjugam-se para o tornar um local maravilhoso. Na infância quando imaginava o paraíso era assim.

Felizmente a guerra não o danificou e na periferia do parque apenas se observam pequenos cemitérios abandonados.
Quanto ao futuro acredito que será promissor. O espírito empreendedor dos croatas é visível em quase todo lado. Trabalham até tarde, são simpáticos sem serem subservientes tentam ser eficazes naquilo que fazem. Gostei deles. Fiquei com pena de não saber falar croata. Ao contrário dos rostos dos Bósnios vi neles a esperança no futuro, tal como o símbolo da sua pátria: a mulher sentada a olhar o futuro. Foi o país onde observei o maior número de pessoas sem um dos olhos. Consequência da guerra observada pelos mais atentos. No litoral a reconstrução já disfarça bem as marcas da guerra mas, nas zonas fronteiriças a reconstrução é muito mais lenta, a população é pobre, no entanto as casas de tijolos ainda não cobertos já oferecem quartos.
A necessidade de afirmar-se independente é tão grande que nos casamentos a bandeira nacional é transportada em lugar de destaque. Exageros de uma nação que se afirma.

Quanto à Bósnia- Herzegovina ouvi hoje que as tropas estrangeiras a vão deixar e que provavelmente há ainda muitas armas entre os civis... o futuro esse pode ser difícil.

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