lugares e sensações

sexta-feira, junho 22, 2007

Igreja de Vang, Karpacz

Montanhas de Karkonosze, Polónia


As origens do IKEA.
Construída nos século XII-XIII na cidade de Vang, Noruega em pinho nórdico, cuja concentração de resina protege a madeira, a pequena igreja foi vendida por ser insuficiente para o número de fiéis locais.


O comprador, o rei da Prússia, pagou por ela 427 marcos.


Foi encaixotada e depois de várias opções não concretizadas foi oferecida aos habitantes luteranos das montanhas de Karkonosze.
Foi montada na cidade de Karpacz e aí permanece até hoje.
É uma peça representativa da arquitectura nórdica de valor inestimável onde símbolos Vikings, Bizantinos e Religiosos se cruzam harmoniosamente.
A Região onde está inserida é também ela um lugar importante. As montanhas que circudam Karpacz fazem parte do Karkonosze National Park. Um parque que é também Reserva da Biosfera e que divide as bacias hidrográficas do Elba e do Oder para o mar do Norte e Báltico respectivamente.

Notas: se não sabe polaco ou alemão leve dicionário ou então aponte ao calha para a ementa. Pode ter sorte, nós tivemos. Pode também comprar peças de artesanato em madeira representando o imaginário popular.

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quarta-feira, maio 09, 2007

Parque Nacional Bielowieza - Polónia
A Floresta Virgem na Europa, 10000 anos de história

Isto é o que aconteceu ao meu computador

Hoje é um dia triste. O meu computador pessoal tem a síndrome do écrã negro. Só a ventoinha funciona. Este post só foi possível por empréstimo de uma janela para o mundo-outro computador... As minhas fotografias de yellowstone ficaram presas...

Mudando de assunto. Há alguns anos atrás e após ter conhecido a Croácia, alguém me falou da beleza da Polónia. Dela só tinha ouvido falar de algumas cidades, do Papa João Paulo II, dos campos de extermínio nazi, e um certo parque junto da Bielo-Rússia. Não tendo ainda definido onde ia de férias, comprei 2 guias e 2 mapas. Li-os e escolhi onde queria ir.

Os hotéis marquei-os pela net, excepto o Bielowieza (Best Western, porque o quarto pretendido não o permitia) que foi pela linha de reservas.
A Polónia revelou-se cheia de surpresas. O país comunista, de estruturas soviéticas, prédios escuros e quadrados deixou apenas alguns vestígios em Varsóvia. A Polónia natural, dos parques e das pequenas cidades coloridas foi algo que não estava à espera. O primeiro parque a visitar foi Bielowieza. Tinha que ser.

Não havia auto-estradas e estranhamente, para nós, os mais lentos chegam-se sempre à berma para deixar passar os mais rápidos. Bem, se fosse cá travavam para obrigar o detrás a ir mais devagar... Ao fim de algumas horas de carro chegamos a Bielowieza. O parque só pode ser visitado com guia, a pé ou de carroça. Trata-se do primeiro parque declarado como tal na Polónia e Património Mundial. A área plana resultou da última glaciação, quando um imenso glaciar vindo do norte cobria a área. A floresta existente é o que resta da floresta virgem da Europa de há 10 mil anos atrás. É o voltar às nossas origens. O parque está inserido numa floresta maior que tem a sua maior parte na Bielo-Rússia. Porém entre os dois lados parece haver uma paz vigiada, suspeitas e uma zona de ninguém. São limitações políticas que os animais desconhecem. Esta área além da floresta virgem é importante por ser um dos últimos redutos dos bisontes europeus.

A história, no seu pior, também aconteceu aqui. Algumas cruzes revelam o local de fuzilamentos durante a segunda guerra mundial.

A nossa visita foi com uma polaca de biótipo americano, no peso, bem disposta e faladora. Fomos de carroça porque um do grupo tinha dificuldade a andar... Um único problema, as moscas dos cavalos eram enormes. Nunca tinha visto moscas daquele tamanho. Eram assustadoras.

A floresta é muito verde. As árvores nascem e morrem naturalmente. A densidade da vegetação obriga as árvores a procurarem a luz nem que para isso tenham que fazer curvas no espaço. É-nos explicado as características de cada árvore, a sua forma de defesa, os venenos que possuem e para que servem. Mais do que a nossa triste capacidade é capaz de abarcar...

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segunda-feira, março 26, 2007

Morskie Oko -Parque Nacional dos Tatras

Som estranho para ouvidos latinos. Fica nos Tatras, Polónia. Vale a viagem.
É um lugar onde só se vai de carroça ou a pé. As carroças ficam no lago inferior, o Morskie Oko.

A tradição diz que é o olho do mar adriático pela cor verde. Mas efectivamente é um lago de montanha. Os lagos de montanha dos Tatras congelam no inverno e são verdes no verão. Entre o Morskie Oko (ao fundo da fotografia) e o segundo lago há uma longa caminhada a subir,... a temperatura que vai aumentando com a subida...

Não me lembro de uma subida me ter custado tanto. Não me lembro de ver tantos padres e freiras (devidamente fardados) a caminharem para ver um lago, todos contentes e sem as estações da via sacra. Nem de ver tantos alemães em pior forma que eu....


Lago Morskie Oko, Tatras

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