lugares e sensações

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Dólmen/Capela Sra. do Monte, Penedono

Faz lembrar outras paragens mas efectivamente é português. Foi monumento aos mortos, dólmen, mas os nossos antepassados mais recentes cristianizaram-no. Os políticos tornaram-no monumento nacional, ....deixou-o chegar a este estado.
Terá sido construído de 3290 a 3210 antes de Cristo e tornado igreja na idade média.

Sobre ele diz a Câmara Municipal de Penedono http://www.cm-penedono.pt
estar dignamente valorizado e limpo- pontos de vista.
































À sua volta existem outros monumentos pré-históricos e o local pelo vale a visita, pelos monumentos e pela natureza agreste a lembrar Miguel Torga.


Enquadramento geral: nesta altura (3000AC) no antigo Egipto existia a civilização de que todos ouvimos falar, os Sumérios já tinham inventado a escrita... pensando melhor, até evoluimos.
A Mesopotâmia é o que se sabe e o Egipto deixa muito a desejar.

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sábado, janeiro 20, 2007



Penedono é um concelho do interior onde recordamos a História de Portugal e a poesia épica de Camões "Os Lusíadas".
No centro histórico o castelo do Magriço apresenta-se altaneiro revelando a sua importância no passado.
A noite leva-nos numa viagem no tempo, num ambiente calmo e não poluído.

Luís de Camões foi o grande responsável pela divulgação do nome e das proezas do Magriço, ao incluir em Os Lusíadas, o relato dos feitos dos doze de Inglaterra.

Consta que, nos finais do século XIV doze damas inglesas, tendo sido injuriadas por palavras proferidas por outros tantos cavaleiros também ingleses, apresentaram queixas ao Duque de Lencaster, pedindo-lhe que, pelas armas, assumisse a defesa da honra ofendida.
Onze fidalgos partiram de barco, o décimo segundo, Magriço, foi por terra.

Camões conta-nos nos Lusíadas:

"Fortíssimos consócios, eu desejo
Há muito já de andar terras estranhas,
Por ver mais águas que as do Douro o Tejo,
Várias gentes, e leis, e várias manhas.
Agora, que aparelho certo vejo,
(Pois que do mundo as coisas são tamanhas)
Porque eu serei convosco em Inglaterra.
 "E quando caso for que eu impedido
Por quem das cousas é última linha,

Não for convosco ao prazo instituído,

Pouca falta vos faz a falta minha

Todos por mim fareis o que é devido;

Mas, se a verdade o espírito me adivinha,
Rios, montes, fortuna, ou sua inveja,
Não farão que eu convosco lá não seja."

.......
"A dama, como ouviu que este era aquele
Que vinha a defender seu nome e fama,

Se alegra, e veste ali do animal de Hele,

Que a gente bruta mais que virtude ama.

Já dão sinal, e o som da tuba impele

Os belicosos ânimos, que inflama:
Picam de esporas, largam rédeas logo,
Abaixam lanças, fere a terra fogo.






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